"Não me descubras, se a liberdade te é cara, porque a minha face é cárcere do amor" Leonardo da Vinci. Essa frase citada por Horst Bredekamp em sua  obra, Teoria do Ato Icônico, demonstra que as imagens não são meramente passivas e somente visuais, são instrumentos de ação e reação sobre aqueles que as vêem.

A ideia é que as imagens podem influenciar o comportamento, o cotidiano e as relações humanas a partir de como ela afetará aquele que a contempla, não apenas na visão imediata da imagem, mas como ela opera no campo da memória, do imaginário coletivo e, como conversa com seu observador.

Assim, se propõe que as imagens mais do que visuais são capazes de afetar, emocionar, conversar, influenciar e induzir. Mas seriam elas também capazes de produzir sons? 

Comentários

  1. Oi, Giselle, os sons da imagem "política" composta por você parecem gritos de protesto! É preciso, contudo, pensar em quais discursos, dispositivos sociais, e ideias tornam o sujeito político em um auto-proclamado "mito", em um estado democrático religioso "auto-denominado" cristão. No livro Duna, as democracias do futuro são estados religiosos, mantidos pelo poder bélico. Em nome de Deus, o que a humanidade é capaz de fazer? Parece que o ser humano teme o silêncio interior, todo o tempo; e, por isso, vive a eterna busca por um Deus, um mito, que seja a imagem, o som, a materialidade da transcendência...

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    1. Os Estados são idealizados a partir da ideia da Guerra, seja para a conquista de mais territórios ou para a proteção dos seus contra os "estrangeiros". A religião faz parte da construção desse imaginário para manter o humano na condição de submissão, servidão ou escravidão desse Estado que cria salvadores e responsabiliza o próprio individuo por sua condição.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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